segunda-feira, 16 de maio de 2011

Sabias que...

Sabias que o Javier classifica a festa do título do Benfica como a festa mais impressionante a que já assistiu em toda a sua vida e também algo que nunca vai esquecer?


Pequeno excerto do livro de Javier Saviola:


"Às 19:53 horas, quando o árbitro levou o apito à boca para o último silvo, o primeiro desejo que me ocorreu foi correr a abraçar os meus companheiros. Tínhamos trabalhado muito para que o final fosse aquele. O mais importante era, sem dúvida, trocar afectos com eles.
Pablo Aimar recebeu um abraço especial. Ao mesmo tempo foi estranho. Naquele curto momento, foi como se tivéssemos recuado 10 anos no tempo. Às tantas não sabia se estava no Monumental ou na Luz, com a camisola do River ou do Benfica... Era um sonho. Tínhamos conversado muito durante a época sobre aquele momento. Tanto eu como o Pablo fizemos uma temporada muito boa. Seria impensável não coroar aquelas exibições com a conquista do título. A cereja no topo do bolo.
Outro abraço especial foi o que dei ao Rui Costa, ainda no relvado. Recordei-lhe a frase que ele próprio me tinha dito quando cheguei: «Se fizeres entre 10 a 15 golos, o Benfica vai ser campeão.» O Rui sorriu.
Depois dos abraços, pensei em muitas coisas. Na família, no meu pai, nas pessoas que estavam no estádio. Quando demos a volta de honra vi gente a chorar, adultos e crianças imensamente felizes com aquele momento. É uma sensação incrível poder dar alegria a tanta gente.
Também pensei naqueles que passam 12 horas por dia no clube. Os técnicos de equipamentos, os médicos e fisioterapeutas... os chamados «invisíveis»... Eles merecem todo o nossos respeito e a devida vénia.
O que aconteceu depois, no cortejo pela cidade, foi algo que jamais esquecerei. Nunca tinha assistido a nada do género. Nem sequer em Madrid, quando fui campeão pelo real e tínhamos 100 mil pessoas à nossa espera nas ruas.
Em Madrid o protocolo sobrepõe-se a tudo. Parece uma festa com guião. As pessoas festejam e vão para casa porque amanhã é outro dia. Aqui não. Além de haver muito mais gente nas ruas, o sentimento foi incomparavelmente superior. Havia gente pendurada nas árvores, nas janelas, nos prédios. Vi crianças às cavalitas dos pais, recém-nascidos ao colo, idosos... Incrível! Senti que a festa era universal. Vi gente a correr atrás do autocarro, tentando agarrar-se... a cair... a ser pisada por outros... e voltar a correr na ânsia de nos tocar. Era muito claro que estava a viver algo que só se vive uma vez na vida. Por isso desfrutei ao máximo.
Cheguei a casa já passava das 03:00 horas. À espera - de pé - a mãe Mary, a minha namorada Romanella, os meus tios, alguns amigos, o meu representante... enfim, a minha família. Olhei-os e pensei como é bom sabê-los sempre ali. Cheguei às 03:00 horas, mas podia ter chegado às 10:00 horas que eles lá estariam igualmente à espera, com o mesmo sorriso rasgado.
Actualizámos a conversa e brindámos ao título.
Quando o ambiente serenou, deixei-os na sala. Encaminhei-me para a varanda, seguido de perto pelo inseparável Dalí. Puxei uma cadeira. Sentei-me. O cachorro enroscou-se aos meus pés. Olhei o céu, na justa fusão com o rio. Cerrei os olhos e sussurrei: «Para ti, Cacho!»"


(de referir que estes excertos são relativos às duas últimas páginas do livro «Para ti, Cacho!», ou seja, as últimas palavras desta publicação são também as palavras com que o Javier conclui esta fantástica auto-biografia)

4 comentários:

  1. eu li o Livro e amei porque o Saviola é the best

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  2. TE AMO MUITO <3 ÍDOLO PERFEITO <3

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  3. eu tenho exe livro,komprei-o pk gosto mt do saviola e dpois d o ler fiquei a gostar ainda mais!!!
    parabens a ti tb k te dedikas a este blog em honra de um grande jogador do Benfica,que é o Saviola!bjokas de 1a tb fã dele... =)

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